O som que o meu computador faz - teclas, cpu, avisos do sistema - é em si uma música até agradável.
Dá uma sensação de.. mente vazia - não se sentir induzido à emoção nenhuma como músicas ”humanóides” fazem.
Sei lá. Gostei.
O som que o meu computador faz - teclas, cpu, avisos do sistema - é em si uma música até agradável.
Dá uma sensação de.. mente vazia - não se sentir induzido à emoção nenhuma como músicas ”humanóides” fazem.
Sei lá. Gostei.
Rockz - Divertido e Veloz.
Distúrbios, alterações
Viagens, sempre sem noção
Dá vontade… eu quero ficar só.
Estar contigo é ser metade
Por aí há sempre algo divertido e veloz.
Por qu’é que eu não meto o pé?
Por qu’é que isso me dói?
Ainda não te encontrei (também nem te procurei)
Já me curei de te querer - agora eu quero correr.
Na alta.
On a mountain he sits, not of gold but of sins
through the blood he can learn, see the life that he turns
From a council of one
He’ll decide when he’s done with the innocent
Morfeu, seu santo pecador maldito, o que diabos você está fazendo comigo?!
Rockixe - Raul Seixas.
Indico ouvir enquanto lê o Manifesto abaixo.
Sobe ao monte e contempla a terra prometida; mas não te digo que entrarás nela. - Axioma d’O Eremita (IX)
Gozozo na Esperança, sofrido na atribulação, sê constante na Oração. - Axioma d’A Persuasão (XI)
O Eremita experimenta constantemente da solidão e do sofrimento em nome da ciência. Em sua peregrinação Sagrada, ele aprende aos poucos que tudo é magia. Em sua mente sedenta procura conceitos para transmutação e com inabilidade (pois só pode caminhar sem nada realmente ter) faz sua alquimia. Começa seu caminho sem saber onde ele desagua tendo em si todos os sonhos e rituais do mundo. No caminho abandona aos poucos o nada inicial, tendo cada vez menos coisas na mão - vive da esmola e da caridade, crê ser instrumento Divino em constante viagem e a idéia de parar lhe soa absurda - e mais coisas nas costas. Não teme a chuva, não se regozija ao dia ensolarado - tudo lhe parece algo bem maior do que sua compreensão mundana contempla com mediocridade e assume que nada pode fazer frente ao que lhe é proposto. Ele teme a grandiosidade por que vê o côncavo chamado céu e se sente minúsculo (nessa grandiosidade, onde nunca estive e nunca estarei) frente à tudo e não percebe que se encolhe. Não sabe qual a força que lhe mantém caminhando e nunca pensa em parar de caminhar. Cai mais vezes do que pode contar. Encontra vez ou outra a Esfinge e quase sempre é devorado por ela - a chimera lhe é monstruosa e incompreensível - antes mesmo que tenha tempo de decifrar o enigma. Há enigmas?
O Eremita ouve toda sorte de murmúrios em sua jornada. Ouve de terras prometidas, ouve de homens que abrem mares. Seu primeiro desafio é então posto; superar o Dogma. É então que ele se depara com A Besta que reside no Abismo. O Primeiro Abismo. Ele não tem mais fé quando está frente à Besta. Ele teme e se defeca e urina de medo. Ele sonha com o Abismo, ele come o Abismo, ele respira o Abismo. Fica paranóico, neurótico, demente. O Abismo está em todo lugar e não há ponte - quem quer ser Übermensch tem que ser sua própria ponte. Do outro lado, névoa. Ele se masturba, masturba e masturba. Transa com garotas mil, deseja outras tantas que nunca irá comer. Sofre, dói, se sente infernalmente só. E até que…
… o gatinho tem um orgasmo. (E sabemos que cada orgasmo é parecido com o Máximo Orgasmo, não?)
Espelho, Khundali, Diabo, Serpente, Vontade de Potência, überconsciência, freak, modificação corporal, projeção Astral. Como um Download cósmico ele decifra o Primeiro Abismo. E se senta, depois de uma longa caminhada, para cear.
Ele se esquece, constantemente, da Quimera. E ela, é claro, não se esquece dele.
Até que o Eremita é posto à prova. Sua prova final. O combate ao Demônio Pessoal. A quebra do Pacto. A vitória. A queda. O contrato infinito. A derrota.
Ele luta, esperneia, chora, grita. Ao seu lado, a Bendita ajuda aquele sol a ser parido, sofrendo ambos as dores do parto cósmico. AUM. MU! :.
A vitória sobre o Desejo e a derrota final da Quimera. O Eremita se regozija e saúda o Sol que nasce depois da fria noite de vigília. O Livro das Revelações lhe é aberto e ele pode ler de algumas páginas Dele. O Dom da Profecia. Os Discursos e Sermões. O Jogo de Tarot. AUM. MU! :.
Da Mulher. Os Planos. Recomeço. Novas Metas. Apresentações. O Quarto Elemento. A Grande Brincadeira. O Abraço. A Inspiração. Introdução ao Novo Jogo. AUM. MU! :.
O Anúncio. A Posse. A Afirmação Magicka. O Selo. A Jura. A Revelação do Corpo. O Fogo. Transmutação. Cantos Finais. AUM. MU! :.
7 :.
O Iniciado abre a boca do Leão. Faíscas caem dos céus, o Eremita fora superado.
Olhe nos Meus olhos. Sou o Homem Tocha. Sou o Sol. E essa é uma canção de Amor.
Agradeço à cada Estrela que contribuiu direta ou indiretamente no meu Parto. Poderia citar nomes, claro, mas Elas sabem quem são. (Sim, você! :D)
E à Aurora (Mamãe!) - minha Mãe, Mestra, Aluna, Irmã e Confidente - minha imensa gratidão pelo ‘primeiro vôo de balão’. Se eu tivesse de atravessar o Inferno eu pediria para você ir ao meu lado.
Nada é Verdadeiro. Tudo é Permitido. AUM. MU! :.
Agora, meus jovens, vamos mamar nas tetas do universo.
Seja o que você estiver procurando eu pouparei seu tempo ao dizer que não está aqui. Nesse espaço onde uma persona é retratada não há o menor resquício de verdade. O amor não está aqui - como também não estão a felicidade, paz ou sabedoria. O que há aqui é uma espécie de híbrido de um estupro entre inconsciente coletivo, arquétipo, alteridade e vontade de potência (onde não se pode dizer quem comeu e quem engravidou) muito bem maquiado e vendido como ‘elite culta’ por palavrinhas vazias que somente uma virgem estúpida compraria. Você é uma virgem estúpida? Ora, somos todos os filhos do Pecado Original - não há virgens entre nós!
Não ligue. É só cinismo de minha parte. Tudo isso - o sarcasmo e o requinte na hora de usar palavras refinadas para dizer atrocidades - é uma ferramenta na Grande Obra que não quer construir nada. Diria até que é um mecanismo de defesa mas isso me deixaria indefeso - espero sua compreensão nesse ponto de dualidades e bipolaridade (com toda a ironia que cabe na frase, com toda a ignorância que cabe na minha existência) possíveis. A incoerência pode parecer até proposital mas não é - é a demonstração clara de minha incapacidade de escrever qualquer coisa que qualquer idiota possa julgar ‘tragável’.
Estava falando de procuras, achados e perdidos certo? Pois bem, meu bom José (ou Maria), não vamos encontrar nada aqui. Quando digo ‘nós’ não me igualo a você e não te elevo até mim, é apenas uma quebra em qualquer possível formalidade que possa vir a existir entre o interlocutor da mediocridade e o receptor da ignorância. E por ‘aqui’ compreenda-se que englobo toda a vida e não esse domínio digital. Sim, estamos amaldiçoados à constante busca sem resultados perenes - uma gozadinha quando se masturba é possível, nunca um orgasmo - e convincentes. Não para os outros - falo claramente da nossa insatisfação pessoal e com nossas guerras mal sucedidas contra nós mesmos (não entendo as batalhas pessoais - você sempre irá perder de um jeito ou de outro). O outro não existe aqui, é permitido enfim o pensamento solipsista ao niilista recém convicto.
Seja o que quer que você procure, não vendo aqui.
Não vendo sua satisfação pessoal e muito menos palavras que vão te acrescentar algo. Não vendo amor ou felicidade e muito menos promessas do que quer que seja. Não vendo meu corpo por um preço injusto e nem minhas emoções por moedas de prata (Óh alma, não cunhes moedas com o ouro das palavras!). Não vendo um guia para o arrependimento ou um manual para a superação, não vendo livros sobre a mudança e muito menos cordéis de transformação. Não vendo ópio do bom - não vendo sonhos ou aspirações metafísicas.
Vendo apenas aquilo que consumo. Dou e mostro apenas o que conheço. E na minha busca, que é só minha e de tantos outros, te digo que não encontrará nada aqui. Essa busca, que é só sua e de tantos outros, não vai terminar ao terminar de ler (onde quer que você tenha parado) e muito menos depois de dizer ‘que idiota!’.
A busca nunca termina. Mas, como eu disse antes, você não encontrará nada aqui.
Que tolos. Nós.
Você, que leu (ou fingiu ler) e eu que escrevi (ou fingi escrever).